Helena Roseta
facebook
Pesquisa

Áreas a pesquisar

Quem sou eu

Legislação

Opinião
-

Em toda a minha luta política tive muitas vezes razão antes do tempo. Aconteceu agora outra vez. O escândalo da venda do património imobiliário do Novo Banco, com largos prejuízos sempre compensados pelo Fundo de Resolução, foi a grande notícia de ontem. Excelente trabalho do Paulo Pena no Público revela os pormenores. Ainda por cima a venda foi feita com empréstimo do NB ao comprador, um fundo abutre cujos últimos beneficiários não se conseguem apurar. E o Estado, ou seja nós todos, a desembolsarmos para isto.

Ora em março de 2019 eu tinha levantado a questão na Assembleia, com todas as letras: “Em dezembro passado, consumou-se o contrato promessa do projecto Viriato do NB. A carteira imobiliária, com um valor contabilístico de 717 milhões de euros, era composta por 8.726 propriedades com usos residencial, industrial, comercial e terrenos. Foi vendida à Anchorage Capital Group que pagou apenas 389 milhões de euros. Uma pechincha. De caminho, a imparidade correspondente foi limpa do balanço e a perda soma-se às outras que os resultados do NB reflectem. Certo é que o ‘buraco’ será mais uma vez coberto pelo Fundo de Resolução, com a ajuda de um empréstimo milionário do Estado.”

Mais uma vez, eu tinha razão. O Público reconheceu isso mesmo no editorial de ontem. O deputado socialista João Paulo Correia, que no ano passado se apressou a desmentir-me, chega-se agora à frente a dizer que tem muitas dúvidas sobre a legalidade do negócio do NB e quer chamar o seu presidente ao Parlamento. João Paulo Correia nem sequer pediu desculpa por chegar tão atrasado às evidências. É preciso ter lata!

Ler mais